Foto: Ricardo Duarte/Inter
A sequência sem
vitórias no Brasileirão aumentou, é verdade. Porém, o Inter sai do Maracanã
ainda mais encorpado para a decisão contra o Bolívar pela Conmebol
Libertadores. Afinal, mesmo com os reservas, segurou o Flamengo no empate em 0
a 0 na noite de sábado e mostrou que o grupo está mais ajustado para o restante
da temporada.
Se reinava dúvidas sobre o sistema defensivo pelo desempenho oscilante ao longo de 2023, encarar o ataque de Bruno Henrique e Gabigol seria um teste tortuoso. Ainda mais pelo fato de a formação contar com o time misto. Da equipe que iniciou na vitória por 1 a 0 sobre o Bolívar em La Paz, apenas Nico Hernández começou a partida.
Mas o Colorado confirmou a maturidade apresentada no altiplano boliviano. Os gaúchos "cozinharam" a partida. O time foi beneficiado pela saída de Arrascaeta nos minutos iniciais, mas mesmo com ele em campo cedeu poucos espaços. Os homens de frente de Jorge Sampaoli quase não incomodaram Keiller e foram substituídos.
Também é verdade que o Inter pouco levou perigo ao gol de Matheus Cunha, mas se manteve sereno. Soube neutralizar o adversário e aproveitar a instabilidade à qual atravessa para não sofrer e trocar passes.
O Flamengo só conseguiu pressionar nos minutos derradeiros, quando Vitão, que entrou no segundo tempo na vaga de Hugo Mallo, precisou deixar o gramado por um desconforto na coxa direita. Como Lucho González já realizara as cinco alterações, acabou com um jogador a menos. Ainda assim, Keiller brilhou e garantiu o resultado.
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